Trabalho supera expectativas de estudantes (Foto: João Paulo Santos)

Trabalhos de educomunicação são desenvolvidos na entidade

21/11/2017 - Por Karime Vilela

Incorporar novas formas de ensinar está sendo a saída de muitas instituições. A Aprata proporcionou aos seus aprendizes a oportunidade de discutirem a educomunicação. Duas alunas de Jornalismo da Faculdade de Comunicação Social de Presidente Prudente desenvolveram projetos com os jovens. O da estudante Michele Santos, 23, consistia em uma análise crítica sobre a mídia. Foi exposto o filme “A procura da felicidade” e feita uma relação com a realidade dos estudantes. Já o de Thaís Luz, 27, foi ensinar a fotografia para que retratassem a desigualdade social.

O trabalho das acadêmicas foi em conjunto e as fotografias foram feitas voltadas para a crítica do filme. “Foi uma experiência incrível, fez com que eu refletisse um pouco sobre a desigualdade social, que não importa o exterior e sim o interior de algo”, afirma Hellen Andrade, 17. Ela comenta que o projeto a fez acreditar mais em si e não pensar em desistir de seus sonhos, que as dificuldades podem ser vencidas, independentemente da classe social que pertence.

A idealizadora do projeto Michele Santos, fala que os jovens supriram o esperado com o trabalho. “Discutimos o filme, eles tiveram uma vivência que não é comum nos métodos tradicionais de ensino”. A educomunicação quer isso, trazer às pessoas uma criticidade para encarar o mundo de forma diferente, que tenham informações para formarem sua própria opinião diante dos fatos, relata Michele.

Alunos expõem seus conhecimentos durante o projeto de intervenção (Foto: Caio Gharib)

João Paulo Santos é professor na entidade e conta que a mídia faz com que essa nova geração absorva melhor o conteúdo. “Só a teoria se torna cansativo, então essas novas formas de ensinar faz o jovem se interessar mais pelo assunto e participar das atividades”. Ele ainda acrescenta que o trabalho desenvolvido por essas futuras jornalistas é algo a se pensar, e quem sabe ser desenvolvido pelos próprios professores do local.

A coordenadora pedagógica Márcia Oreste destaca que inovar na sala de aula é a peça chave para o sucesso educacional. “Os adolescentes são pessoas ligadas em tecnologia e conseguindo mostrar que é possível aprender também com isso os tornam atentos e participativos na entidade”.