Aprata ganha horta comunitária (Foto: Thaís Luz)

Horta comunitária estimula trabalho voluntário na Aprata

04/10/2017 - Por Michele Santos

Uma ideia que a diretoria da Associação sempre almejou virou realidade. Por meio de um projeto com o Ministério Público, os menores infratores que realizam trabalho voluntário na entidade criaram uma horta comunitária.

Morador da zona rural, um dos adolescentes, Luis Soares*, que é mentor do projeto já possuía experiência com esse tipo de produção. “Eu moro em um sítio e lá eu e minha avó construímos uma horta e cultivamos diversas verduras”, relata.

A assistente social, Ana Paula Farias, lembra que propôs a ideia da criação e o jovem aceitou, já os outros adolescentes do projeto irão auxiliá-lo na realização e cuidados. O mentor explica que o primeiro passo foi preparar a terra, depois criar os canteiros, plantar as sementes e agora é cuidar e aguar. “O prazo para acabar toda a produção é de 15 dias e provavelmente daqui a 40 dias já terá verduras para o cultivo”.

O local tem seis metros com sete canteiros e foram plantadas alface, almeirão, rúcula, cheiro verde, beterraba, abóbora, mandioca e cenoura. A assistente social explica que os alimentos serão de consumo para os aprendizes, colaboradores e a comunidade em geral. Ela ainda complementa que a criação da horta será divulgada em salas de aula. “O intuito é o trabalho voluntário fazer com que tanto os aprendizes, quanto os menores infratores participem e vejam que se tiver cuidado e carinho colherão bons frutos”. 

Projeto busca proporcionar hábito saudável aos rancharienses (Foto: Thaís Luz)

Para o mentor do projeto, essa ideia irá incentivar as pessoas sobre a importância da alimentação saudável, além de aprenderem a ver esses alimentos no prato delas. A jovem aprendiz, Barbara Abreu, 19, completa que é uma criação muito boa. “Ensina as pessoas a comerem verdura, porque hoje em dia a maioria só quer carne, frango e não ligam para hortaliças. Também ensina os jovens do projeto a terem um conhecimento a mais na vida deles”.

Soares ainda explica que espera adquirir mais experiência e responsabilidade com essa criação. Ao final do projeto, a assistente social irá lhe encaminhar para o mercado de trabalho e também poderá se especializar nas aulas de capacitação na entidade.  

* Nome do persoganem é fictício.